sábado, 1 de novembro de 2025



Desenho de Celso Ninomiya, copiado de Charles Landseer. Mostra a cidade de São Paulo em 1826; em primeiro plano, o vale do Anhangabaú, com bananeiras na esquerda e uma araucária quase no centro à direita. No centro do desenho, sobe uma rua até a igreja da Sé. Vindo da esquerda, tem as torres da igreja x, a Misericórdia, a Sé, o Carmo e São Francisco.

 Fiquei apaixonado por este desenho de Charles Landseer. Aí copiei a lápis, coisa que não costumo fazer. Mas copiando surgiram perguntas no ato de observar o desenho. Cadê o Anhangabaú aí ?  Só agora me dei conta da fluidez que a vegetação revelava. Não era um rio que se mostra, e sim um fluxo d’água ali, com direito a mato em cima, espécies da mata atlântica, talvez pedras. O desenho do Landseer é quase fotográfico. Mostra o Anhangabaú como poderia ter sido visto - ou não visto - ao longe. Após alguns tempos olhando para o desenho, pensando e imaginando como poderia desenhar isso, o Anhangabaú . As ideias voam , a imaginação tenta fazer uma imagem que não existe, não dá para copiar. Nesse espaço surgiu um desenho com um tamanduá e o Anhangabaú em baixo. Quase um mapa de antes de haver construções mostradas no Landseer. Um terreno com um grande rio e o afluente. Nativos ali, os tamanduás comendo as formigas que vinham comer os peixes que secavam naquele lugar que chamavam de Piratininga.


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

 Giorgio 29.10.2025, chuva molhante, pouca e constante.

Agamben desde ontem, reconheço alguma coisa no Limiar, na estoria de Damascio, na tabuinha de escrever vazia, a potencia da materia.

Em 2015 fiz o TCC Indeterminação e contingência. Alguma coisa fazia sentido naquilo escrito para creditos da USP, que Luizito não gostou e Luiz Chaia diz que levou ao banheiro. A Dora aprovou. Fotos tirei, me formei. Um ponto de exclamação caberia nesse ponto, assim como um emoji de sorriso largo agora em 2025.

As listras não fazem sentido para outros nem eu sei explicar sempre. Alguma vez coma Dra. Lucia Helena falei das pinceladas com diferentes materiais, guache, acrílica e aquarela. Como mudam as pinceladas conforme o material. O brilho da cor, a luz dos pigmentos conforme os meios da aquarela, do guache e da acrílica; Nos quadros em cera e parafina, as nuances da diferenças de volumes ora intensificando ora reduzindo transparências. Por algum motivo essas pequenas diferenças me encantam.

Com Agamben agora, posso escrever uma coisa. A direção é horizontal, pela gravidade. A listra é medida em polegadas. A pintura é material: não representa. Há um quê de ideia nisso que se pode chamar de abstrato. Mas não saberia ir além. Poderia dizer que é abstrato, incognoscível. Para mim, só consigo ir até aí com palavras. O restante está no espírito ou o que quer que seja isso. A palavra não nunca será suficiente, mas pode chegar ao limiar da coisa.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Aprendendo a blogar


Eu não costumo ler o que escrevo, de vez em quando reviso, mas escrever me cansa, apesar de gostar de expor minhas idéias em palavras, creio que me viro melhor desenhando e pintando. Tenho descoberto o scanner como um bom companheiro, do meu lado, como eu nunca o tive antes para registrar meus trabalhos. Então estou aos poucos abrindo gavetas e estantes, coisas antigas. A partir deles surgem as lembranças desde 1990 e poucos, época que comecei a anotar com mais frequência e em cadernos.
Achava que era organizado, mas tenho descoberto que guardar não é organizar... Tenho tudo guardado, só não sei onde está... Não encontro lógicas organizadoras, pois faço coisas que não consigo classificar. Talvez alguém tipo bibliotecário possa me dar uma luz?

Segue um desenho feito em Caraíva(s?), BA, que gosto muito pela simplicidade cromática e elegância das linhas. Lembro até hoje daquela manhã, muito ensolarada, ressaca do Réveillon, sem quase ter dormido, fui tomar café da manhã na Duca. A entradinha era pão integral com missô. Nunca tinha pensado nessa combinação, pão com missô... Nada mau. Enquanto esperava o café chegar, fiquei pintando. Pronto, agora fiquei com fome. Essa estranha estrutura não lembro se continuava ou tinha alguma função, pois parei ao chegar o café, o suco e outras guloseimas deliciosas da Duca.




Aquarela Watercolor Presente Gift



Aquarela Watercolor Presente Gift

Aquarela de Olinda, do alto da Sé, vendo Recife ao fundo.




Aquarela Aquarelas Watercolor

Aquarela Watercolor Presente Gift

Aquarela - Print
Impressão Digital em diversos formatos. Sob encomenda. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

STA - um charmoso espaço multi uso com atelier, galeria, bar e produção de audiovisual



O STA (abreviação para Santa Madalena) é um espaço que ocupa o antigo restaurante Santa Madalena, fundado pelo produtor, diretor e roterista Sergio Gagliardi e pela chef Lucia Sequerra em 2001, e que se tornou referência gastronômica em São Paulo nesta primeira década do séc. XXI.
Após dez anos de funcionamento novos projetos se fundiram para a criação de um local multidisciplinar, onde se apresenta um espaço expositivo, e também local para debates, palestras, encontros, seminários e workshops.
O que se quer é oferecer um espaço aberto para as questões de arte e urbanidade, com ênfase na cidade de são Paulo, ou na vida metropolitana, seja ela local ou globalizada.

29/14/2025
O Santa não abre mais. Bons tempos.