Desenho de Celso Ninomiya, copiado de Charles Landseer. Mostra a cidade de São Paulo em 1826; em primeiro plano, o vale do Anhangabaú, com bananeiras na esquerda e uma araucária quase no centro à direita. No centro do desenho, sobe uma rua até a igreja da Sé. Vindo da esquerda, tem as torres da igreja x, a Misericórdia, a Sé, o Carmo e São Francisco.
Fiquei apaixonado por este desenho de Charles Landseer. Aí copiei a lápis, coisa que não costumo fazer. Mas copiando surgiram perguntas no ato de observar o desenho. Cadê o Anhangabaú aí ? Só agora me dei conta da fluidez que a vegetação revelava. Não era um rio que se mostra, e sim um fluxo d’água ali, com direito a mato em cima, espécies da mata atlântica, talvez pedras. O desenho do Landseer é quase fotográfico. Mostra o Anhangabaú como poderia ter sido visto - ou não visto - ao longe. Após alguns tempos olhando para o desenho, pensando e imaginando como poderia desenhar isso, o Anhangabaú . As ideias voam , a imaginação tenta fazer uma imagem que não existe, não dá para copiar. Nesse espaço surgiu um desenho com um tamanduá e o Anhangabaú em baixo. Quase um mapa de antes de haver construções mostradas no Landseer. Um terreno com um grande rio e o afluente. Nativos ali, os tamanduás comendo as formigas que vinham comer os peixes que secavam naquele lugar que chamavam de Piratininga.




