quarta-feira, 29 de outubro de 2025

 Giorgio 29.10.2025, chuva molhante, pouca e constante.

Agamben desde ontem, reconheço alguma coisa no Limiar, na estoria de Damascio, na tabuinha de escrever vazia, a potencia da materia.

Em 2015 fiz o TCC Indeterminação e contingência. Alguma coisa fazia sentido naquilo escrito para creditos da USP, que Luizito não gostou e Luiz Chaia diz que levou ao banheiro. A Dora aprovou. Fotos tirei, me formei. Um ponto de exclamação caberia nesse ponto, assim como um emoji de sorriso largo agora em 2025.

As listras não fazem sentido para outros nem eu sei explicar sempre. Alguma vez coma Dra. Lucia Helena falei das pinceladas com diferentes materiais, guache, acrílica e aquarela. Como mudam as pinceladas conforme o material. O brilho da cor, a luz dos pigmentos conforme os meios da aquarela, do guache e da acrílica; Nos quadros em cera e parafina, as nuances da diferenças de volumes ora intensificando ora reduzindo transparências. Por algum motivo essas pequenas diferenças me encantam.

Com Agamben agora, posso escrever uma coisa. A direção é horizontal, pela gravidade. A listra é medida em polegadas. A pintura é material: não representa. Há um quê de ideia nisso que se pode chamar de abstrato. Mas não saberia ir além. Poderia dizer que é abstrato, incognoscível. Para mim, só consigo ir até aí com palavras. O restante está no espírito ou o que quer que seja isso. A palavra não nunca será suficiente, mas pode chegar ao limiar da coisa.


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